Manguezais

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Sobre os manguezais

Sobre os manguezais

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Sobre os manguezais

Os manguezais de Curuçá são um dos maiores patrimônios naturais do município e desempenham um papel fundamental para a vida, a cultura e a economia local.
Considerados verdadeiros berçários da vida marinha, eles servem de abrigo e reprodução para diversas espécies de peixes, crustáceos e moluscos, garantindo o sustento de muitas famílias que vivem da pesca e da captura do caranguejo.
Além de sua importância econômica, os manguezais protegem a costa contra a erosão, ajudam a manter o equilíbrio ambiental e contribuem para o combate às mudanças climáticas, armazenando grandes quantidades de carbono. Sua rica biodiversidade faz de Curuçá um lugar privilegiado para o ecoturismo, a pesquisa científica e a educação ambiental.
Mais do que um ecossistema, o manguezal é parte da identidade cultural do povo curuçaense. É dele que surgem tradições, saberes populares e manifestações culturais que ganharam reconhecimento em todo o Pará, como o famoso Carnaval dos Pretinhos do Mangue.
Preservar os manguezais de Curuçá é proteger a biodiversidade, fortalecer a economia local e garantir que as futuras gerações continuem desfrutando dessa riqueza natural única. Cuidar do mangue é cuidar da história, da cultura e do futuro da Terra do Folclore.
Mangueiro (Rhizophora mangle): ou mangue vermelho, quando sua casca é raspada, apresenta uma coloração avermelhada; é uma espécie de mangue cujas raízes ficam sob a água na maior parte do tempo, estando situado na faixa mais próxima da água.
Obs.: é do mangueiro que se extrai o turu.

Siriúba (Avicennia schaueriana): ou mangue preto, canoé ou siriúba, é uma espécie de mangue típica dos manguezais brasileiros, maior parte no litoral sudeste, e sul-americanos.
Obs.: nos quintais de siriúba que se encontra o sururu.

Tinteiro (Laguncularia racemosa): ou mangue branco, geralmente localizado nas áreas mais internas e secas do manguezal. Embora menos abundante que o vermelho, exerce papel igualmente crucial na manutenção do equilíbrio ecológico do ecossistema. Ele se adapta melhor às áreas mais elevadas e menos inundadas dos manguezais, onde o solo é mais firme e o alagamento não é constante.
Uma de suas adaptações mais interessantes ao ambiente salino é a excreção de sal pelas folhas, o que ocorre através de glândulas especializadas. Essa característica ajuda a planta a manter seu equilíbrio osmótico e a sobreviver em solos com alta salinidade.
O mangue é o maior berçário natural da vida marinha. A maior faixa contínua de manguezais do mundo está localizada na costa norte brasileira, estendendo-se do Amapá, passando pelo Pará, até o Maranhão. Com mais de 8.000 km², esta região abriga pelo menos 80% dos manguezais do Brasil, formando um cinturão ecológico vital.

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